8 de fevereiro de 2016

Em 2016, completam-se 20 anos do acidente fatal dos Mamonas Assassinas. 20 anos, consequentemente, de que muitos, como eu, à época crianças, tornaram-se fãs da banda e até mesmo arriscaram coreografias e paródias de suas principais músicas. Me lembro bem de quando fizemos nosso show, eu e meus primos fantasiados. Magricela, cabia a mim interpretar o Bento; meu primo mais velho era o Dinho; meu irmão, o Júlio; e assim por diante. A uma platéia doméstica, fazíamos palhaçadas e dublávamos sem malícia as letras marotas dos roqueiros do humor, entretendo os domingos. Que espetáculo eram os anos 1990! Não havia aventura infantil como esta que não fosse registrada pelas trambolhosas filmadoras JVC, então moderníssimas, que os adultos ostentavam como seus brinquedos de última geração. Hoje, feito arquivos abandonados de nossas infâncias, restam fitas cassete toscas, empoeiradas, esquecidas em algum gavetão de móvel da casa de nossos pais. O tempo é inapelável: as gravações antigas desaparecem tanto quanto serão um dia dissipados os vídeos e as selfies de atualmente, pois tecnologia alguma sela as pazes entre memória e nitidez. 20 anos atrás...! E imaginem vocês se os Mamonas Assassinas fossem um fenômeno contemporâneo! Coitados... Não resistiriam a 15 minutos de condenação nas redes sociais às letras e aos estereótipos preconceituosos de suas músicas, nesta era das problematizações infinitas em que vivemos.

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