10 de outubro de 2015

Adeus

Seu José é um velho tão velho, mas tão velho, que caminha pela vizinhança, que eu chego a pensar que a matéria de seu corpo não é mortal. Os ossos e os cabelos brancos parecem vagar eternamente pelas calçadas, numa cadência precária e suave como a de um bailarino senil. Alguém deve ter esquecido Seu José aqui. Um dia, eu acho, ele evapora.

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