13 de outubro de 2009

Como se não bastasse


Como se não bastasse, na transmissão da partida, Galvão Bueno ter chamado a FIFA de pipoqueira, por ter voltado atrás na decisão de proibir jogos na altitude; como se não bastasse, também na transmissão, Galvão Bueno ter desdenhado da legítima pressão política que levou a FIFA à revogação de sua decisão; como se não bastasse, na mesma lamentável transmissão, o execrável locutor ter descaradamente elogiado Ricardo Teixeira, oligarca do futebol brasileiro, por ter sido o único a não assinar o requerimento pela revogação da decisão da FIFA; como se não bastasse tudo isso, o site da Globo ainda me vem com essa, acima fotografada. Um indecoroso desrespeito à seleção boliviana. E uma total hipocrisia.

Não tenho conhecimento sobre o quão prejudicial a um atleta é jogar na altitude, mas sei que, havendo tempo de adaptação, não há problemas. No lugar de pôr à penitência a população que vive na altitude, proibindo-a de assistir aos jogos de sua seleção, por que então não se remodela o calendário do futebol, para proporcionar à equipe visitante tempo de preparação? Porque mexer em calendário é mexer em dinheiro de gente poderosa. Inclusive da Globo. E daí o Galvão rasga o verbo.

4 comentários:

Aguiar disse...

Uma sugestão ao Galvão: se a tal altitude faz tão mal, por que ele simplesmente não se abstém de transmitir jogos na Bolívia?
Até porque xingar o estúpido locutor por 90 minutos nos tira o fôlego e diz-se que faz mal à oxigenação do sangue.

Daniel Serrano disse...

uma questão de atitude

Marco Antônio de Araújo Bueno disse...

E foi a estrutura formal do seu texto que galvanizou minha atenção, veja você. Enxuta elegante, fluída. Parabéns!

romuIo disse...

Concordo contigo cara,
Suponho que proibir jogos na altitude é tão pouco sensato quanto proibir jogos em regiões quentes de clima tropical, com temperatura acima de 30º, ou devido a úmidade relativa do ar.