9 de setembro de 2009

Errata

Nem sempre acreditamos no que escrevemos. Quando uma idéia nos bate à cabeça, são as sinapses que nos levam à caneta, fatalmente. De uma frase que cintila em mente — e da sensação de que é boa a frase — pomo-nos a fazer um texto e a enredar uma história com raciocínios externos a nós mesmos. Trata-se de composição alheia que não está alhures.

Aconteceu-me em minha última postagem. Meu braço tocou a escrever quando a frase surgiu em minha mente, e pus-me a compor coisas com as quais discordo. Não que eu não ache belo o português com a falta do plural no substantivo ou com o equívoco gramatical. Somente penso que me comportei como quem, em busca de combater o preconceito racial, diz ser o negro melhor que o branco; como quem diz ser o negro mais belo que o branco, em masturbação à beleza narcisista de seu próprio cérebro. Se nego o preconceito linguístico, devo afirmar é a diversidade. Nela, situam-se tanto o falar certo quanto o errado, dentro de suas respectivas aspas.

Deixo aqui minha autocrítica.

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