19 de setembro de 2009

Do fumante, ao fascista passivo

Quão agradável é frequentar um bar onde não há fumaça, ter roupas que não cheiram a fumo e um cabelo que não seja uma bituca de cigarro. A lei aitifumo, para mim que não fumo, é um deleite. Mas sou contra ela. Principalmente da maneira como a implementa o execrável governador de São Paulo, com base a doses de terrorismo. Vejamos dois exemplos: em Campinas, poucos dias antes da lei entrar em vigor, uma ampulheta gigante — com direito a três metros de altura — foi colocada em meio ao Largo do Rosário, em contagem regressiva para a decapitação do fumante; em São Paulo, há painéis eletrônicos pela cidade, informando há quantos meses, dias e horas, o cidadão paulista respira melhor.

O governo, igualmente, estimula o cidadão de bem a denunciar o descumprimento da lei, como nos tempos da ditadura. Mas não quero dissertar sobre o assunto. Prefiro postar dois microcontos de Marco Antônio de Araújo Bueno. Com ironia, eles literariamente expressam minha opinião:

Pandemia de Multa
Saiu pra comprar cigarro. Voltou rapidinho, com medo de tudo.

A Boa Consciência do Porco Fumante
Vendo cidadão tabagista, faço-o ciente do mal: faz-me fascista passivo.

2 comentários:

Aguiar disse...

Bem colocado. É revoltante a pirotecnia eleitoreira que o tucanato tem realizado com dinheiro público. O público, dono do dinheiro, assiste a tudo, mais uma vez, abobalhado.
É choque de gestão, mas anestesia mental. Aliás, prepare-se, pois o picolé de chuchu está de volta. Parece até nome de filme...

Guará Matos disse...

Obrigado por deixar seu comentário lá no JORNAL AFOGANDO O GANSO.
Aproveitei e fucei, está maneiro.
Continue visitando lá, que virei sempre aqui.
Abraços.