14 de setembro de 2008

Seu Jorge

Em tempos de Ivetes e derivados, Chicos, Caetanos ou, mais recente, Marias Ritas não têm o reconhecimento que seus tipos de música teriam há alguns anos. Hoje em dia, a música como arte, como fazem os últimos três citados, é atropelada pela música como mercadoria, como faz a Ivete. O dilema passa a ser: levando em conta a palavra "popular", creu é mais mpb do que Maria Rita? Ou seja, o mercado (a venda) dita a nova mpb, enquanto os verdadeiros artistas, não os vendedores de músicas, com púlbico reduzido, se elitizam em shows mais "vips" do que verdadeiramente populares?

Quanto ao Seu Jorge, me deixa feliz observar, em sua música, público e sucesso que a façam, realmente, poder ser classificada como "popular brasileira". O som é gostoso de se ouvir, o ritmo é envolvente e bastante nacional. Muitas das letras compostas por ele são críticas, caracterizando a inteligência que existe em artistas preocupados com questões políticas em nosso país, com a nossa sociedade. Vejo nele, uma música séria, brasileira, que vende, sim, mas não se produz somente em função da venda, mas em função da arte. E é popular. Consegue essa popularidade sem insultar a verdadeira arte, como fazem muitos "músicos" atualmente.

O CD, da foto acima, dei de presente ao meu pai, no dia dos pais. Um pouco de interesse houve nessa atitude, pois pretendo me aproveitar também deste presente. Será uma maneira de começar a conhecer melhor o trabalho do Seu Jorge, que julgo conhecer muito pouco diante do quanto o admiro.

Hoje, Seu jorge representa a mpb que, para mim, deveria ser predominante.

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